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Vitamina D pode ajudar a reduzir os riscos de coronavírus, diz estudo

A vitamina D pode ser uma aliada no combate à pandemia de coronavírus, segundo um estudo realizado por cientistas na Universidade de Turim, na Itália. Para o estudo, a vitamina não é uma cura, mas, sim, uma ferramenta capaz de reduzir os fatores de risco da doença.

A pesquisa apontou que a maioria dos pacientes hospitalizados por covid-19 observados apresentou falta da vitamina D, especialmente os idosos.

“A compensação por essa ampla deficiência de vitamina pode ser alcançada principalmente expondo-se à luz do sol, tanto quanto for possível, mesmo que seja em varandas e terraços, comendo alimentos ricos em vitamina D e, sob supervisão médica, tomando medicamentos específicos “, disseram os pesquisadores ao jornal italiano La Repubblica.

No documento, os autores sugerem aos médicos que, junto com as medidas gerais de prevenção, “garantam níveis adequados de vitamina D na população, mas sobretudo naqueles já infectados, em seus familiares, profissionais de saúde, idosos frágeis, pessoas em residências assistenciais, de quarentena e todos os que, por várias razões, não se expõem adequadamente à luz do sol”.
A Itália é o segundo país mais impactado pelo coronavírus no mundo, atrás somente dos Estados Unidos, com 92.472 infectados e mais de 10.000 mortos.

Vitamina D: carência em mulheres no período pós-menopausa pode causar Síndrome Metabólica

Uma pesquisa divulgada pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (FMB -Unesp) mostrou que existe uma forte associação entre a deficiência de vitamina D e a Síndrome Metabólica em mulheres na pós-menopausa. O estudo durou dois anos e foi feito com cerca de 460 mulheres, entre 45 e 75 anos, que se consultavam no Ambulatório de Climatério e Menopausa da FMB.
Antes de mostrar a pesquisa em detalhes, é preciso explicar o que é na verdade a Síndrome Metabólica. O termo se refere a um conjunto de fatores de risco que aumentam o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Ela tem como base a resistência à ação da insulina, o que obriga o pâncreas a aumentar a produção do hormônio, elevando o seu nível no sangue. A alimentação inadequada, o excesso de peso, o sedentarismo e o histórico de casos na família são os principais fatores que contribuem para o seu aparecimento. Para determinar o diagnóstico, o paciente precisa apresentar três dos cinco critérios abaixo:

• Circunferência abdominal maior que 88 cm (em mulheres)
• Pressão arterial acima de 130 x 85 mmHg
• Glicemia de jejum maior que 100 mg/dl
• Triglicerídeos acima de 150 mg/dL
• Colesterol HDL abaixo de 50 mg/dL (em mulheres)

Na pesquisa feita pela FMB e publicada na revista Maturitas, cerca de 57,8% das mulheres que tinham carência (menor que 30 ng/mL) ou insuficiência (menor que 20 ng/mL) de vitamina D apresentaram SM, contra 39,8% das que apresentavam a doença, mas estavam com a taxa em condições normais. De acordo com o artigo, uma possível explicação seria a influência da vitamina D na secreção e sensibilidade da insulina. Em baixa quantidade, ela comprometeria a capacidade das células em converter o hormônio produzido pelo pâncreas. No entanto, os cientistas ressaltam que ainda são necessários estudos mais específicos para confirmar realmente se a relação é real.

Insuficiência da vitamina D no climatério
O climatério é a transição entre o período fértil e o não reprodutivo, culminando na menopausa. Entre as características desta fase, está a irregularidade dos ciclos menstruais e a diminuição dos níveis do estrogênio (hormônio sexual feminino).
Esta alteração hormonal pode ser bastante significativa para a saúde feminina, já que é capaz de prejudicar a produção natural da vitamina D, responsável por regular a absorção de fósforo e cálcio, minerais necessários para o crescimento saudável dos ossos. Sua carência pode provocar uma desmineralização óssea, aumentando o risco de osteoporose. Por conta disso, as mulheres são mais diagnosticadas com o problema, em comparação com homens da mesma faixa etária.

Como obter Vitamina D?
Ao contrário de outras vitaminas, o corpo humano produz cerca de 90% da vitamina D que necessitamos. Quando os raios solares UVB entram em contato com uma molécula precursora existente na pele, chamada 7-dihidrocolesterol (7-DHC), ela se transforma numa forma inativa da vitamina D, que será convertida em ativa no fígado e nos rins.
No entanto, sabemos que a exposição intensa ao sol aumenta o risco de diversos problemas, como o envelhecimento cutâneo e o câncer de pele. Por conta disso, o uso diário do protetor solar, principalmente em peles muito claras e sensíveis, é altamente recomendado, o que dificulta a ativação da substância.
Na alimentação, é possível encontrar opções que fornecem vitamina D, como peixes (salmão, atum e sardinha), óleo de fígado de bacalhau, gema do ovo, queijos, bife de fígado, ostras e cogumelos. Alguns alimentos podem ser enriquecidos com esta vitamina, como leite e iogurtes.
Como a alimentação nem sempre consegue fornecer a quantidade necessária que o organismo precisa, uma alternativa é a suplementação oral, indicada principalmente para idosos, pacientes que não podem entrar em contato com o sol ou aqueles com insuficiências renais ou hepáticas, que possui dificuldade de converter a vitamina D em sua forma ativa. É recomendada a ingestão somente sob prescrição médica.